Banco de remédios

DOAÇÃO
Os voluntários Eunice e Stelio Dias doam toda terça-feira, praticamente o dia inteiro ao
atendimento dos associados que recorrem ao banco de remédios.
Graças a essa ação voluntária é possível manter o controle e a distribuição dos remédios
captados e distribuídos aos associados.
Assim, agradecemos o empenho e a dedicação do casal a tão nobre causa.
Quiçá outros casais venham a se interessar em aprender a dinâmica de atendimento
processada na distribuição dos remédios.
PARABÉNS A STELIO E EUNICE

Instituições do Rio recolhem sobras de remédios e distribuem de graça

Como a venda fracionada de remédios ainda não vingou no Brasil, as sobras de medicamentos dentro da validade continuam lotando as gavetas das pessoas – que geralmente esperam vencer para, em seguida, jogar no lixo. Mas eles podem ter um destino muito mais útil. No Rio, pelo menos duas instituições recebem sobras de remédios dentro da validade e as distribuem gratuitamente.

Foi com a frase “ou compra remédio ou morre de fome” que Jorge Victor Crampes, já falecido, fundou, há 25 anos, o Banco de Remédios da Associação dos Aposentados e Pensionistas da Previdência social no estado do Rio de Janeiro (Asaprev-RJ), no Centro do Rio. A entidade, sem fins lucrativos, tem como principal objetivo defender os direitos dos idosos.

À frente desse serviço está dona Iracema Lyra, de 82 anos, 15 deles trabalhando voluntariamente na associação. Toda terça-feira os associados vão ao local, munidos de receita médica, para conseguir remédios gratuitamente. Segundo dona Iracema, cerca de 40 associados são beneficiados por semana.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Rio, Paulo Oracy, critica o elevado preço dos remédios no Brasil e apóia a venda fracionada. “É um absurdo o medicamento que sobra ser recolhido e o destino dele é ser incinerado. Queima-se moléculas de um medicamento importante na cura. Um número elevado do que é produzido é incinerado. Isso é uma coisa absurda. É um ponto a ser tratado pelas autoridades”, disse.

Mas ele contou que não conhece associações que recolhem sobras de remédios e ressaltou que é preciso cuidado ao armazenar o produto, mesmo que dentro da validade.

Trabalho voluntário

A pequena farmácia contém 100% de remédios doados. Os voluntários, todos aposentados, checam a validade e organizam caixas e cartelas nas estantes. Dona Iracema registra a saída dos remédios em um caderno.

“É muito gratificante, remédio hoje em dia é muito caro e se não pegam aqui muitos nem compram” afirma.

Hélio Freitas, de 75 anos, conta que consegue fazer uma economia grande. “Meus remédios custam na base de 50 a 60 reais. Eu tomo sete remédios. Isso é valioso para o aposentado”, diz ele, que saiu da Asaprev, nesta terça-feira (27), com a sacola cheia.

Fixados no quadro de cortiça com adesivos estão dois diplomas de 1999, já com o papel envelhecido, oferecidos pela Comissão da Criança, do Adolescente e do Idoso da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). Jorge Victor Crampes foi chamado de campeão da solidariedade “por seu elevado espírito de amor ao próximo”. Já Iracema foi agraciada “pelo elevado espírito de colaboração nesta luta sem tréguas pelo restabelecimento da dignidade e da autoestima do idoso em geral”.

Enquanto media a pressão com a outra voluntária Iracema Walcacer de Mello, o aposentado Liverman Calheiros da Silva contava que atualmente precisa tomar oito remédios. “Quando não tem o remédio, eu vejo minha pressão e fico jogando conversa fora. Mas sempre tem algum”, disse ele, um dos primeiros associados da instituição.

Para associar-se à Asaprev-RJ é necessário ser aposentado ou pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na inscrição, é preciso levar duas fotos 3×4, documentos de RG e CPF, comprovante de renda e também pagar uma taxa mensal.

De acordo com Iracema, o Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, tem um posto de recolhimento de sobras de remédios, no terceiro piso, que trabalha em parceira com a Asaprev.

Serviço:

Asaprev-RJ – Av. Rio Branco 156 – 20 andar sala 2021 a 2024 / Edifício Av. Central – Centro
A distribuição funciona toda terça-feira, das 9h as 16h. As doações podem ser feitas de 2ª a 6ª, no mesmo horário.

matéria: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/07/instituicoes-do-rio-recolhem-sobras-de-remedios-e-distribuem-de-graca.html

https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/rj-record/videos/banco-de-remedios-acumula-doacoes-para-ajudar-pacientes-carentes-17112017